domingo, outubro 9

FÓRMULA 1


Após a pole sensacional no sábado e a largada ousada no domingo, quando fechou Jenson Button e manteve a ponta, Sebastian Vettel parecia disposto a repetir seu roteiro de domínio no GP do Japão. Nem precisou. O desgaste dos pneus macios em Suzuka mudou um pouco a história da corrida, mas não um destino que já parecia traçado há muito tempo. Atrás de apenas um ponto, o alemão da RBR fez uma prova sem riscos neste domingo e cruzou em terceiro lugar. Foi o suficiente para se tornar o mais jovem bicampeão da história da Fórmula 1, aos 24 anos, três meses e seis dias. A marca anterior pertencia a Fernando Alonso, que em 2006 conquistou seu segundo título na categoria com 25 anos e dois meses e 24 dias.
Único capaz de impedir a conquista do rival no Japão, Button fez seu papel e venceu. Mas para manter a esperança de título, o inglês da McLaren precisava ver Vettel fora da zona de pontuação, e não em cima do pódio, como aconteceu. Pódio este que teve ainda Fernando Alonso, da Ferrari, como segundo colocado. Felipe Massa chegou em sétimo, e Bruno Senna foi o 16º, seguido por Rubens Barrichello.
Vettel rbr gp do japão bicampeão (Foto: Agência Reuters)
A quatro corridas do fim do campeonato, o título de construtores ainda continua aberto, assim como a luta pelo vice, que será disputado por Button, Alonso, Webber e Hamilton. Os carros voltam à pista na próxima semana, com o GP da Coreia do Sul marcado para o dia 16.
Vettel chegou aos 324 pontos em 2011 e se tornou o sétimo piloto a conquistar um título em Suzuka, na 11ª decisão desde que ele entrou no calendário, em 1987 (só esteve fora em 2007 e 2008, quando o GP foi realizado em Monte Fuji). Ele se junta ao seleto grupo formado por Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991), Mika Hakkinen (1998 e 1999), Michael Schumacher (2000 e 2003), Nelson Piquet (1987), Alain Prost (1989) e Damon Hil (1996), que foram campeões da F-1 no tradicional circuito japonês.
Button deu um show de estratégia na corrida e chegou aos 210 pontos no campeonato. O inglês apostou em seu talento para conservar os pneus e lucrou com isso, conseguindo sua primeira vitória pela McLaren em pista seca. Na briga pelo vice-campeonato, ele abriu oito pontos de vantagem sobre Fernando Alonso, segundo colocado na corrida. Também com chances, Mark Webber, da RBR, terminou em quarto em Suzuka e tem agora 194 pontos no Mundial de Pilotos.
Após duas semanas, a polêmica de Cingapura retornou com força em Suzuka. Lewis Hamilton, que chegou em quinto e também tem chances de lutar pelo vice em 2011, tocou em Felipe Massa na 22ª volta e danificou a asa dianteira da Ferrari. O incidente foi investigado pelos comissários do GP do Japão, mas eles decidiram não punir o inglês. O brasileiro acabou apenas na sétima posição, atrás do alemão Michael Schumacher, da Mercedes, o sexto colocado.
Bruno Senna saiu na nona posição, mas teve problemas na largada e ficou longe dos dez primeiros em Suzuka. O brasileiro sofreu com os danos na asa dianteira no início e chegou apenas em 16º. Vitaly Petrov, seu companheiro, foi o nono colocado e fez dois pontos. Rubens Barrichello, da Williams, também não andou bem e foi só o 17º colocado no GP do Japão.
A corrida
O domingo começou com tempo ensolarado em Suzuka, sem a ameaça de chuva para a corrida. Na largada, Vettel manteve a ponta, mas fechou Button, que saiu melhor. O inglês chegou a colocar duas rodas na grama, mas se manteve na pista. Entretanto, ele perdeu a posição para o companheiro Hamilton na primeira curva do circuito, caiu para terceiro e reclamou pelo rádio. Os comissários investigaram o incidente, mas decidiram não punir o alemão da RBR. Massa se manteve à frente de Alonso, em quarto. Bruno Senna e Barrichello perderam posições.
largada gp do japão (Foto: Agência Reuters)
Na sexta volta, Alonso usou a asa móvel para passar o companheiro Massa na reta dos boxes e assumir a quarta posição. Com o alemão em primeiro e abrindo vantagem para Hamilton, o desgaste dos pneus macios começou a aparecer, principalmente nos carros da RBR. O inglês da McLaren teve um furo de pneu, foi superado por Button na oitava passagem e teve de entrar para um pit stop de emergência, perdendo algumas posições.
O alto desgaste antecipou a parada de Vettel para a nona volta, no que foi seguido por Button na 11ª. A diferença entre os dois caiu e o inglês da McLaren começou a ameaçar o alemão da RBR. Nessa altura, antes de seu pit stop, Massa liderava a prova, mas caiu para quinto após entrar nos boxes. Ele voltou atrás de Hamilton, na reedição do duelo polêmico de Cingapura.
vettel rbr gp do japão (Foto: Agência Reuters)
Na frente, Vettel e Button continuavam a trocar voltas mais rápidas, mas o alemão precisou fazer o pit stop mais cedo, na 20ª volta. Administrando melhor o desgaste dos pneus macios, o inglês ficou na pista tentando andar rápido. A tática deu certo e ele conseguiu superar o líder do campeonato após sua parada, na passagem seguinte.
Hamilton e Massa continuavam a andar juntos. E na 22ª volta, a polêmica voltou. O brasileiro tentou a ultrapassagem na freada para a chicane Triangle e o inglês ignorou a presença do rival: jogou o carro para o lado e danificou a asa dianteira da Ferrari. Apesar do risco de punições, os comissários decidiram não tomar atitudes contra o inglês da McLaren.
O detrito deixado pela Ferrari provocou a entrada do safety car na 24ª volta. Os pilotos foram reagrupados e a relargada foi autorizada três passagens depois. Button manteve a ponta, seguido por Vettel, que fez sua última parada na 34ª volta. O alemão colocou os pneus médios mais cedo que seus rivais e começou a perder tempo na pista. Com isso, perdeu a segunda posição em Suzuka para Alonso, que entrou nos boxes na 38ª. O espanhol conseguiu a vantagem ao andar mais rápido antes da troca.
jenson button mclaren gp do japão (Foto: Agência Reuters)

As últimas voltas foram palco de uma perseguição de Vettel a Alonso. O alemão chegou a tentar duas vezes a ultrapassagem sobre o espanhol, sem sucesso, mas a equipe pediu que ele poupasse o carro para o final. Depois foi a vez do espanhol tentar um bote sobre Button, mas o rival soube administrar a corrida até o fim. Após a chegada e o bi de Vettel, o inglês parou sua McLaren após a saída dos boxes, sem condições de completar a volta da vitória.
Confira o resultado final do GP do Japão, em Suzuka (307,573 quilômetros):
1 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 53 voltas em 1h30m53s427
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 1s160
3 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 2s006
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 8s071
5 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 24s268
6 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 27s120
7 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 28s240
8 - Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 39s377
9 - Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - a 42s607
10 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 44s322
11 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a                54s447
12 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1m02s326
13 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1m03s705
14 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1m04s194
15 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 1m06s623
16 - Bruno Senna (BRA/Renault-Lotus) - a 1m12s628
17 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1m14s191
18 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 1m27s824

19 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - a 1m36s140
20 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 2 voltas
21 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 2 voltas
22 - Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) - a 2 voltas
23 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - a 2 voltas
Não completou:Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 42 voltas/roda
Melhor volta: Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m36s568, na 52ª
fonte: globoesporte.com

LUÍS FABIANO NÃO É MAIS TÃO 'FABULOSO'

luis fabiano são paulo x cruzeiro (Foto: Agência Estado)
Foi um jogo em que aconteceu de tudo um pouco. Com uma carga incrível de dramaticidade, os 9.944 torcedores pagantes assistiam a um ótimo confronto entre Cruzeiro e São Paulo, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O resultado de 3 a 3, no entanto, não agradou a nenhuma das equipes. Perto da zona de rebaixamento, a equipe mineira precisava da vitória para respirar. Com objetivo diferente, a luta pelo título do Campeonato Brasileiro, o São Paulo também contava com os três pontos. Keirrison, Charles e Anselmo Ramon marcaram para a Raposa, enquanto Cícero, Dagoberto e Juan fizeram para o Tricolor.
O resultado mantém o tabu favorável ao São Paulo, que não perde para o Cruzeiro na competição desde 2004. Com o empate desta quarta-feira, já são 13 jogos sem triunfos celestes. Mesmo com o resultado ruim, o duelo serviu para que o atacante Keirrison desencantasse e marcasse o primeiro gol com a camisa celeste. Do lado são-paulino, Luis Fabiano ficou novamente sem balançar as redes - nesta segunda passagem pelo Tricolor, o atacante reestreou na derrota para o Flamengo, no último domingo. Mas não foi por falta de oportunidade. Ainda no primeiro tempo, o Fabuloso perdeu um pênalti, defendido por Fábio.
Com o resultado, o São Paulo chegou aos 47 pontos e manteve-se na terceira posição na tabela de classificação, três pontos atrás do Vasco e um do Corinthians. No entanto, pode ser ultrapassado por Botafogo (45), que enfrenta o Bahia, e Fluminense (44), que faz o clássico contra o Flamengo - o Tricolor carioca já tem uma vitória a mais.
O Cruzeiro também ficou estacionado no mesmo lugar, na 16ª colocação, mas com 30 pontos, a três do Atlético-PR, primeira equipe na zona de rebaixamento. O Furacão, no entanto, continuará no Z-4 mesmo que supere o Avaí, uma vez que ficaria com uma vitórias a menos.
Na próxima rodada, o Cruzeiro vai a Salvador, onde encara o Bahia, na próxima quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), em Pituaçu. Já o São Paulo receberá, no mesmo dia, o Internacional, às 16h, na Arena Barueri.

Keirrison desencanta
Mesmo com a crítica situação do time, que não vence há oito jogos e briga contra o fantasma do rebaixamento, a torcida do Cruzeiro resolveu apoiar a equipe desde o início da partida. No São Paulo, a novidade foi a escalação de Rivaldo como titular. O técnico Adilson Batista sacou Casemiro para dar oportunidade ao veterano meia.

O jogo começou muito truncado, com forte marcação de ambos os lados, e os jogadores da equipe celeste, em determinados momentos, até exageraram, com entradas mais fortes. A torcida são-paulina, também com boa presença no estádio, provocava os cruzeirenses com gritos de “Ão, ão, ão, Segunda Divisão”. Montillo, o maestro argentino, não se importou e, aos 11 minutos, tocou para Keirrison abrir o placar e dar a resposta pelos celestes. Foi o primeiro gol do atacante com a camisa da Raposa.

O gol dos donos da casa fez com que o São Paulo buscasse o ataque com mais insistência. Jean, aos 23 minutos, acertou uma bomba na trave de Fábio, que ficou batido no lance. Mais presente na frente, o time paulista cedia vários contra-ataques para a Raposa.

Aos 30 minutos, o São Paulo teve nos pés de Luis Fabiano a chance de igualar o marcador, mas o atacante desperdiçou uma penalidade marcada pelo árbitro Paulo Henrique Godoy Bezerra, que entendeu que Cícero foi derrubado por Fábio. O goleiro cruzeirense defendeu.

Os visitantes ainda tiveram mais uma grande chance de igualar o marcador, com Dagoberto, que tocou por cima de Fábio, mas Everton tirou a bola quase em cima da linha. Ao fim da primeira etapa, os jogadores do Cruzeiro foram ovacionados pela torcida. Fato raro nos últimos jogos.
Cinco gols na etapa final
O jogo ficou aberto no segundo tempo, com as duas equipes em busca do gol a todo momento. O Cruzeiro buscava o segundo para definir a partida o quanto antes e ter a tranquilidade nos minutos finais. O São Paulo tentava esfriar os ânimos do adversário. E conseguiu. Após tabela com Luis Fabiano, Cícero tocou por baixo de Fábio, aos 14 minutos, para empatar.
Cinco minutos depois, novamente silêncio no lado azul do estádio. Dagoberto driblou desde a intermediária, penetrou como quis e tocou por cima de Fábio. Um golaço! A alegria do atacante contrastava com o desespero do goleiro cruzeirense, que esbravejava diante de uma defesa atônita.
Mas o Cruzeiro chegou ao empate. Aos 26 minutos, Charles pegou um rebote, após cobrança de falta, e deixou tudo igual. A torcida celeste se encheu de esperança e voltou a incentivar a equipe. Mas o São Paulo voltou a ficar na frente. Aos 31 minutos, Dagoberto deu passe primoroso na cabeça de Juan, que só teve o trabalho de cabecear para as redes. Mas Anselmo Ramon empatou pouco depois, aos 34. Jogo emocionante em Sete Lagoas. No fim, Denílson ainda foi expulso, após falta em Charles.
FONTE: GLOBOESPORTE.COM

PÚBLICO RUIM, PARA FUTEBOL PIOR AINDA


América-MG e Atlético-MG fizeram de tudo para contrariar o apelido de Clássico das Multidões no duelo deste sábado. Primeiro, a polêmica criada em torno da venda de ingressos, aliada à má fase das equipes, levou apenas 752 torcedores à Arena do Jacaré, riscando a palavra 'multidão' da partida. Parar piorar, o futebol protagonizado pelas equipes pode ter sido qualquer coisa, menos 'clássico'.
O preço seria uma retaliação do Coelho pela medida tomada pelo Galo no primeiro turno - colocou à venda 1.100 ingressos divididos em dois setores, um a R$ 10 e outro a R$ 50. O STJD então determinou que os ingressos tivessem valor único de R$ 10 e para somente um setor.
Coelho e Galo, integrantes do Z-4, fizeram uma partida à altura de suas posições no Brasileiro. Na lanterna com apenas 21 pontos, o América ameaçou na primeira etapa apenas em chute de Amaral, de longa distância. Renan Ribeiro fez grande defesa e salvou os atleticanos. Mas Neneca foi ainda melhor e evitou, por duas vezes, que Magno Alves abrisse o placar para o Alvinegro, 17º com 27 pontos, abrindo a zona de rebaixamento.

Outra coisa que chamou a atenção na primeira etapa é que, devido ao público reduzido, era possível ouvir o que atletas e treinadores falavam em campo. A baixa presença da torcida deveu-se, principalmente, a uma briga entre as diretorias dos clubes. O América-MG disponibilizou uma carga de 1.000 ingressos a R$ 50 - 10% da carga total. O Atlético não aceitou, principalmente devido ao alto valor.

Os torcedores que não foram, devido à polêmica ou não, devem ter agradecido. No segundo tempo, a coisa até melhorou, mas não muito. O Galo voltou com mais vontade e buscou o gol desde o início. Porém, sem qualidade, parou em Neneca. O goleiro acabou sendo o melhor jogador do confronto, com importantes defesas em arremates de Carlos César e Berola.

Ainda houve um lance polêmico, em que Bernard teria sido atingido na área por Anderson. O árbitro Cleber Wellington Abade, porém, não marcou e deu cartão para o meia alvinegro, alegando simulação na jogada.

A luta para não cair segue no meio da próxima semana. O América vai encarar o Ceará, na Arena do Jacaré, às 16h (de Brasília) de quarta-feira. Já o Atlético-MG recebe o Santos, no mesmo local, no dia seguinte, às 20h30 (de Brasília).
FONTE: GLOBOESPORTE.COM

FOGÃO EMPATA

souza botafogo x bahia (Foto: Marcelo Carnaval/Globo)
alex botafogo x bahia (Foto: Marcelo Carnaval/Globo)
Joel e Fahel ficaram durante muito tempo no Botafogo e deixaram General Severiano debaixo de muitas vaias. Mas nenhum dos dois irrita tanto a torcida do Botafogo quanto o atacante Souza. E isso ficou claro na partida deste sábado, entre o Glorioso e o Bahia. Vaiado e xingado desde que pisou no campo de São Januário, o jogador respondeu fazendo o mesmo gesto que o levou a ser odiado pelos alvinegros. Ao comemorar os seus gols, os dois do Tricolor na partida, fingiu que chorava. O empate por 2 a 2 no Rio (Caio e Alex marcaram para o Bota) realmente foi um resultado para o time da casa lamentar, já que ficou com um jogador a mais desde os 38 minutos do primeiro tempo.
Com o resultado, o Botafogo soma 46 pontos e segue em quarto lugar, com um jogo a menos em função do adiamento da partida contra o Santos. O time tem quatro a menos que o Vasco, líder da competição e que joga neste domingo contra o Inter. O Bahia, por sua vez, soma mais um ponto na luta contra o rebaixamento. Com 34, está na 14ª posição.

Na próxima rodada, o Botafogo vai até São Paulo encarar o Corinthians. O jogo será na quarta-feira, a partir das 21h50m (horário de Brasília). No mesmo dia e horário, o Bahia enfrenta o Cruzeiro em Salvador. O jogo será disputado no estádio de Pituaçu.

Souza cria chororô parado na esquina

O jogo começou como seria de esperar: o Botafogo partia para cima, enquanto o Bahia se fechava e buscava os contra-ataques. Logo no início, Alex tentou de bicicleta e quase fez um bonito gol. Marcelo Lomba defendeu em dois tempos. O time de General Severiano seguiu com a bola, mas pouco criava. E o Bahia foi se soltando. Quando Maranhão recebeu na ponta e cruzou para Jones, o gol não saiu porque Cortês chegou em cima da hora e cortou. Na cobrança de escanteio, Antônio Carlos tirou, mas quase acertou o próprio gol.
Os dois lances animaram o time tricolor. Quando Elkeson fez falta no meio-campo, a bola foi cruzada na área para Helder. O volante desviou e obrigou Renan a fazer grande defesa, já que a bola quicou bem perto da linha do gol. O goleiro, entretanto, seria o protagonista de outro lance, mas desta vez negativamente.
Em reposição de bola, Renan tocou “na fogueira” para Cortês, que se distraiu, foi desarmado e cometeu a falta. Na cobrança, Marcos cruzou para Souza marcar. Na comemoração, o atacante, que era perseguido pela torcida alvinegra desde o aquecimento, criou o “chororô parado na esquina”. Primeiro, imitou Ronaldinho Gaúcho parando de braços cruzados. Depois, repetiu o gesto do choro com o qual irritou os alvinegros em 2008, quando jogava pelo Flamengo (a provocação foi feita por causa do choro de jogadores e do técnico Cuca na entrevista coletiva após a derrota na final da Taça Guanabara para o Rubro-Negro).
Mas o choro de Souza quase se torna real minutos depois, quando Caio fez linda jogada individual, tendo driblado quatro adversários. Porém, na hora de chutar, o atacante acertou o goleiro Marcelo Lomba e perdeu a chance de deixar tudo igual. Depois dessa jogada, o que se viu em campo foram muitas faltas e muitos cartões, que culminaram com a expulsão de Helder, que foi advertido duas vezes. Os jogadores do Bahia reclamaram muito da decisão do árbitro.
Bota vai para cima, Caio dança, mas choro de Souza garante empate

Com um a mais em campo, o técnico Caio Júnior decidiu arriscar e tirou o lateral-direito Lucas, que tinha um cartão amarelo, para colocar o atacante William. Renato e Caio passaram a jogar mais pelo lado direito e a modificação surtiu o efeito esperado. Nos primeiros minutos da segunda etapa, só o Botafogo atacava. E não tardou a empatar a partida. Maicosuel tocou em William, que deu na boa para Alex apenas empurrar para o fundo do gol.
O gol acendeu a torcida, que passou a vibrar ainda mais nas arquibancadas e que explodiu de alegria quando Caio fez o segundo e virou o jogo. Elkeson recebeu na área, chutou cruzado e acertou a trave. No rebote, o camisa 10 encheu o pé e mandou para o fundo gol gol. Na comemoração, em vez do choro, a alegria da dança. Passinhos para um lado e para o outro.
Mas o Botafogo não teve muito tempo para comemorar. No primeiro lance de perigo do Bahia, Marcelo Mattos puxou a camisa de Fahel na área. Pênalti marcado e convertido por Souza. Tudo igual de novo e mais choro na comemoração.

A partir daí o jogo se transformou em uma luta contra o relógio para ambas as equipes. O Botafogo tentava chegar de qualquer jeito e o Bahia fazia o máximo de cera que podia. Mattos e Elkeson quase fizeram de longe. Antônio Carlos ficou com um rebote e acertou a rede pelo lado de fora. No último minuto, Lomba saiu em falso do gol, e Renato mandou com força para o gol. A bola, entretanto, carimbou o travessão.
FONTE: GLOBOESPORTE.COM