sábado, outubro 22

AMÉRICA-MG E GRÊMIO EMPATAM NA ARENA DO JACARÉ


por GLOBOESPORTE.COM
Não foi desta vez que o Grêmio alcançou a meta estabelecida pela diretoria para assegurar a permanência na primeira divisão. A equipe gaúcha vencia de virada, fora de casa e com um jogador a mais desde o primeiro tempo, mas volta de Sete Lagoas frustrada pelo desfecho da partida. Neste sábado, América-MG e Grêmio ficaram no empate por 2 a 2, na Arena do Jacaré. Thiago Carleto marcou de falta, André Lima - duas vezes - colocou o Tricolor à frente, mas o zagueiro Anderson igualou no final. Marcos Rocha foi expulso.
Com o empate, o Grêmio soma 43 pontos, provisoriamente na 9ª colocação. A vitória levaria o time gaúcho aos 45 considerados suficientes para fugir do rebaixamento. O América-MG permanece na lanterna: é o 20º do Campeonato Brasileiro, com 25.
Pela 32ª rodada, os gaúchos recebem o Flamengo no Estádio Olímpico às 16h de domingo, 30 de outubro. No mesmo dia, às 18h, os mineiros visitam o Coritiba no Couto Pereira.
Quase
Embora fora de casa, o Grêmio não se constrangeu na Arena do Jacaré. Pelo contrário. Aproveitando-se da baixa presença de público, foi o time gaúcho que se propôs ao controle do primeiro tempo.
Com alta posse de bola - o índice ultrapassou 65% - e muitos passes trocados, entretanto, o Grêmio não conseguiu ultrapassar com intensidade o sistema defensivo do América-MG. E teve a falta de velocidade punida com o gol de Thiago Carleto, em forte cobrança de falta. A bola caiu antes de chegar a Victor, bateu no gramado molhado pela chuva insistente e surpreendeu o goleiro gremista, aos 11 minutos.
Coube ao Grêmio manter a estratégia inicial, posicionado no campo adversário, mas adicionando agressividade ao ataque. Escudero já havia perdido um gol (quase) imperdível, quando perseverava o 0 a 0 inicial, mas André Lima empatou concluindo com certa coragem uma bola dividida entre ele, o goleiro Neneca e um zagueiro - aos 34, dois minutos depois da expulsão de Marcos Rocha, pelo segundo cartão amarelo.
Porém, o próprio André Lima desperdiçou outra oportunidade clara. Aquele mesmo piso enlameado que enganara Victor desta vez desarmou o centroavante, prendendo a bola e fazendo o jogador do Grêmio perder o tempo ideal para o chute. O Grêmio encerrava a etapa quase vitorioso - e com boa perspectiva - mas também quase novamente surpreendido: Anderson cabeceou no travessão após cobrança de escanteio.
Quase, de novo
Temendo perder Fernando, amarelado no primeiro tempo, Celso Roth trocou-o pelo zagueiro Edcarlos no intervalo, passando Gilberto Silva ao meio-campo. O treinador do Grêmio fez boa análise da equipe até então, ligando a posse de bola restrita ao espaço entre as intermediárias e o número reduzido de finalizações - foram 7, apenas três claras. Ele pediu mais velocidade aos jogadores:
- Ter o controle do jogo não significa ter a posse de bola para o lado. Ter o controle do jogo significa ter a posse na direção do gol.
E o Grêmio encontrou o caminho idealizado por Roth. Aos 6, a bola cruzada desta vez driblou o barro. Caiu na grama. Sem a interferência do piso, André Lima conseguiu dominar, fez o segundo dele no jogo - o sétimo na competição - e virou para 2 a 1.
Confirmava-se a boa perspectiva para os gremistas. No segundo tempo, a posse de bola voltou a beirar os 65%, e a equipe tratou de fazer o tempo passar trocando passes, aproveitando a vantagem do jogador a mais. Givanildo Oliveira recorreu ao veterano centroavante Fábio Júnior e condicionou o time à pressão aérea. Deu certo: aos 41, de cabeça, Anderson fez o 2 a 2. Ficou no quase para o Grêmio.

DE VOLTA PARA ELITE


De virada, equipe do Canindé faz 3 a 2 e, depois de três anos, retorna à elite do futebol brasileiro. Festa portuguesa!

Por Adilson BarrosAmericana, SP
Agora, sim. A Portuguesa está de volta à Série A do Brasileirão, três anos depois do rebaixamento. A vitória por 3 a 2 sobre o Americana, de virada, neste sábado à tarde, no estádio Decio Vitta, em Americana, pela 32ª rodada, garantiu o acesso à Lusa, que já vinha festejando desde o triunfo sobre o Vitória, terça-feira passada, no Canindé. Agora, a matemática confirma o retorno do time rubro-verde, que foi o melhor da Série B desde o início da competição, destacando-se principalmente pelo ataque, com 68 gols em 32 jogos.
- Isso é muito bom para o clube, para a torcida e para nós, jogadores. Estamos vivendo um momento feliz, tudo deu certo. Mesmo quando jogamos contra uma equipe difícil, nós nos superamos e no final tudo dá certo. Agora é comemorar com a torcida - disse o meia-atacante Edno, um dos destaques da campanha.
A Portuguesa foi a 67 pontos e não sai mais do grupo dos quatro melhores, mesmo que perca todos os seis jogos que ainda tem pela frente. A equipe luta agora pelo título da Série B. O Americana permanece com 50, ainda em quarto, graças à derrota do Sport para o Goiás.
Jogadores da Portuguesa comemoram gol (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jogadores da Portuguesa comemoram gol contra o Americana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Lusa dorme, e Americana assusta
Com a classificação encaminhada, a Portuguesa entrou em campo distraída. Embora tivesse a bola e criasse boas chances, sempre em jogadas armadas pelo meia Marco Antônio, a equipe rubro-verde apresentava vacilos na marcação. Deixava um enorme espaço entre a defesa e o meio de campo, mas parecia não ligar muito para isso.
O Americana, precisando vencer para se manter no G-4, estava mais atento. Mesmo errando alguns passes no meio de campo, o time da casa apresentava uma ambição maior, tentando interromper uma sequência de quatro jogos sem vitórias. De técnico novo (Roberto Fernandes substituiu Sérgio Guedes, demitido na última terça-feira), o time do interior, mais incisivo, abriu o placar aos 22 minutos, quando Válber recebeu lançamento na direita, avançou, cortou para o pé esquerdo e chutou forte. A bola desviou na defesa da Lusa e enganou o goleiro Weverton.

As coisas para a Portuguesa entrariam nos trilhos? Uma bola na trave em cabeçada de Leandro Silva parecia confirmar isso. No entanto, num novo cochilo da defesa lusitana, o segundo gol do Americana. Magal cruzou da esquerda, a zaga cortou, mas ninguém vigiava Marcinho que, aos 47, dominou e chutou de pé esquerdo.
O gol sofrido acordou o time do Canindé, que, enfim, passou a se interessar pela partida. Adiantou a sua marcação e começou a provocar erros na defesa americana, sobretudo no jogo aéreo. Os jogadores da Portuguesa ganhavam todos os lances pelo alto. Quando conseguiu alcançar um cruzamento da Lusa, o time da casa acabou jogando contra. Aos 27, Marco Antônio cobrou falta da esquerda. Léo Silva subiu e desviou para o próprio gol.
Ainda não era possível à Lusa comemorar definitivamente a volta à Série A.
Virada garante acesso
Gol do Americana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)O Americana chegou a estar na frente
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
A Portuguesa não é o melhor time da Série B à toa. Bastou um pouquinho de correção nos passes e uma porção maior de ambição para que o time comandado pelo técnico Jorginho garantisse a vitória e o acesso à Série A. Marco Antônio empatou aos 13, após dominar no peito, dentro da área, girar sobre o zagueiro e mandar o chute seco de pé direito. Aos 21, Ivo, que havia entrado no intervalo, disparou da direita para esquerda, abriu o espaço e mandou a bomba de pé esquerdo, de fora da área.
A torcida rubro-verde, que lotou cinco ônibus e não parou de gritar um segundo sequer, explodiu: "A Lusa voltou, a Lusa voltou". Mesmo faltando pelo menos mais 24 minutos (e mais os acréscimos) para o apito final. A vitória garantiria a volta à elite. O empate, não.
O Americana, que não tinha nada com a festa portuguesa nas arquibancadas, se mandou para o ataque e encurralou a Lusa. A bola vinha de todos os lados e o goleiro Weverton se virava para salvar. A pressão era enorme, a pronto de os jogadores rubro-verdes começarem a bater boca. Henrique e Marcelo Cordeiro discutiram após uma chance desperdiçada pelo time da casa, um achando que o outro falhou na marcação de Válber.
Apesar da pressão, o time da casa não foi capaz de igualar o placar. A Portuguesa, valente, se segurou bem e deu fim à angústia. Depois de três anos, a Lusa voltou. 
Torcida da Portuguesa em Americana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Torcida da Portuguesa marca presença em Americana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

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FIGUEIRA BATE PALMEIRAS


por Diego Ribeiro
Uma constatação: o Figueirense, mesmo jogando no Canindé, entrou como favorito contra o Palmeiras e, com bela atuação, confirmou esse favoritismo, garantindo uma vitória tranquila, sem sustos. Feliz momento da equipe catarinense. Triste rotina alviverde no Campeonato Brasileiro.
Neste sábado, o Figueira manteve sua ótima fase na competição e, com enorme facilidade, fez 2 a 1 no Verdão. Há dez jogos sem perder, o time treinado por Jorginho vê cada vez mais vivo o sonho por uma vaga na Taça Libertadores. E até o palmeirense admite: deu a lógica.
O Figueira chegou aos 47 pontos, mesmo número do Internacional, e vai chegando nos ponteiros. Na rodada passada, o time comemorava o fim do risco de rebaixamento. Uma semana depois, a conversa já é outra, e bem mais animada. Os artilheiros Wellington Nem e Júlio César jogaram muito e deixaram um gol cada. Ricardo Bueno diminuiu nos acréscimos para o Palmeiras.
O time de Luiz Felipe Scolari segue com 41 pontos. A sete rodadas do fim, até a vaga na Copa Sul-Americana já está em perigo. Sem se encontrar no segundo turno, o Palmeiras completou o sexto jogo sem vitória. Nas arquibancadas, ninguém foi poupado. Todos saíram vaiados de campo - só Valdivia foi "poupado" por uma parte da torcida.
Na próxima rodada o Verdão tenta a reação contra o Atlético-MG no domingo que vem, às 18h (de Brasília), na Arena do Jacaré. No mesmo dia, o Figueirense recebe o Bahia no Orlando Scarpelli, às 16h.
maikon leite juninho palmeiras x figueirense (Foto: Agência Estado)Juninho, do Figueirense, e Maikon Leite, do Palmeiras, em disputa de bola (Foto: Agência Estado)

Alguém para o Wellington? Nem...
A timidez do atacante Wellington Nem na saída do gramado no primeiro tempo contrastou com seu comportamento dentro de campo. Endiabrado, ele foi peça-chave do Figueirense no Canindé e a todo momento segurou os zagueiros Maurício Ramos e Henrique apenas em sua marcação. Muito pouco para deter o jogador mais habilidoso da equipe catarinense.
O Palmeiras parecia tranquilo demais para uma equipe que só venceu uma partida no segundo turno do Brasileirão. A apatia alviverde foi rapidamente percebida pelo Figueirense, quando Jorginho deixou Túlio na proteção da zaga e liberou Jônatas para avançar. Sem marcação alguma no meio-campo, ele rapidamente se destacou e fez um lançamento primoroso para Wellington Nem.
Aos 10 minutos, o atacante deu corte seco em Henrique e abriu o placar com tranquilidade.
Sem reação alguma, o Palmeiras deu campo para Wellington Nem brilhar. Deu tempo de driblar, dançar e até ensaiar um chute no vácuo, marca registrada do palmeirense Valdivia. Henrique, Maurício Ramos e Cicinho não conseguiram parar o atacante, que foi soberano pelo lado esquerdo do ataque.
Mesmo sem brilhar, Valdivia foi o único a tentar algo diferente. Ricardo Bueno, escalado para dar mais opções de jogadas ao Mago, sequer conseguia acertar um chute na direção do gol. Só foi percebido quando prendeu a chuteira em uma placa de publicidade. Retrato de um Palmeiras completamente perdido e sem imaginação. Nas arquibancadas, o torcedor sentiu o golpe. Pouco vaiou a equipe na saída do gramado e se limitou a aplaudir o acesso da Portuguesa à Série A, anunciado pelo sistema de som do Canindé.
Irritação que só aumenta
Satisfeito com o 1 a 0, o Figueira começou o segundo tempo na dele, só esperando as investidas do Palmeiras. E com que dificuldade esse Palmeiras arma jogadas... Aos trancos e barrancos, em bolas divididas, e nas já famosas bolas paradas. Mesmo sem Marcos Assunção, o time apostou nas jogadas aéreas para tentar o empate. Muito pouco para animar os 3.897 pagantes que acompanharam o duelo no Canindé (renda de R$ 116.475,00).
Enquanto o Figueira tocava a bola com facilidade e embalava os gritos de “olé” dos poucos torcedores alvinegros no estádio, os palmeirenses já começavam a fazer contas. Se antes a preocupação era com título e vaga na Taça Libertadores, agora até mesmo a presença na Copa Sul-Americana passa a ser dúvida. Os mais pessimistas já olham até para a zona de rebaixamento.
A revolta aumentou aos 30 minutos, quando Wellington Nem (de novo), deixou Cicinho para trás e encontrou Júlio César sozinho na área: 2 a 0 Figueira, oito gols para Nem, nove para Júlio. No Figueira, a guerra é para saber quem vai terminar o Brasileirão como artilheiro da equipe.
No Palmeiras, a guerra e os problemas são bem mais profundos. Nome a nome, parte da torcida xingou todos os jogadores presentes em campo, inclusive Valdivia. Uma parte maior rebateu e começou a gritar o nome do Mago. Não deu nem para comemorar o golzinho de Ricardo Bueno, nos acréscimos. Nem nas arquibancadas os palmeirenses se entenderam, em mais um dia melancólico, em mais um dia que já vai se tornando rotina no cotidiano alviverde.

ATLÉTICO-MG BATE O FLUMINENSE DESFALCADO


por GLOBOESPORTE.COM
No duelo do desfigurado aspirante ao título contra o ameaçado de queda, brilhou a estrela daquele que já ajudou o Fluminense em arrancada histórica na luta para se manter na Série A em 2009. Cuca aproveitou os desfalques de Abel Braga e armou um Atlético-MG traiçoeiro, explorando bem os contra-ataques, diante de um adversário nervoso na ausência de sua principal estrela, Fred, suspenso. O Atlético-MG venceu por 2 a 0 no Engenhão, esfriou a boa fase tricolor e teve alívio momentâneo na tabela. Foi a primeira vitória de uma equipe mineira no estádio, inaugurado em 2007 - foram 28 jogos, sendo que o Alvinegro disputara nove, perdendo todos.
O resultado tira o Atlético-MG temporariamente da zona de rebaixamento, com 33 pontos, dois a mais que o Cruzeiro, primeiro do Z-4, e um à frente do Ceará, 16º colocado. O time mineiro enfrenta o Atlético-GO neste domingo, às 18h, na Arena do Jacaré. Já os cearenses enfrentam o Atlético-PR, às 16h na Arena da Baixada..
O Galo se manterá fora da zona de rebaixamento caso Cruzeiro, ou Ceará empatem ou percam. Já o Fluminense, em quinto,  pode ser ultrapassado neste domingo se o São Paulo vencer o Coritiba neste domingo, às 16h, no Morumbi.
Na próxima rodada, o Fluminense vai a Fortaleza enfrentar o Ceará no sábado, às 18h. Já o Atlético-MG recebe o Palmeiras, domingo, às 18h.
Flu tem maior posse de bola, mas incomoda pouco
Abel Braga fez um treino secreto durante a semana, teve o segredo desvendado, e reclamou da imprensa antes de a bola rolar. Parecia sentir que a noite não seria tranquila. Mesmo com mais de 70% de posse de bola no primeiro tempo, o treinador viu a aplicada equipe de Cuca abrir 2 a 0 na etapa inicial. Um placar estranho pelo pouco volume de jogo dos mineiros, mas facilmente explicável pela falta de de poder de fogo tricolor. Sem Fred e Rafael Moura, o ataque formado por Martinuccio e Rafael Sobis quase não incomodou os defensores atleticanos. A ausência de Marquinhos  também era sentida.
O Atlético Mineiro viajou ao Rio para se defender e explorar contra-ataques. Pela direita, Carlos Cesar tentava aproveitar os avanços de Carlinhos, com auxilio do experiente Mancini no setor. Na esquerda, Bernard disparava nos espaços deixados por Mariano. O veloz meia conseguiu uma jogada que deu tranquilidade ao Galo nos minutos iniciais. Prendeu a bola na área, driblou e foi derrubado por Mariano. Daniel Carvalho pediu a bola para Mancini e abriu o placar de pênalti, cobrando rasteiro, aos 12.
Foi a senha para o Atlético se fechar ainda mais. Com mais espaço, o Fluminense passou a conseguir trocar passes no meio, algo que não vinha acontecendo até então. Apesar do volume, o time de Abel, em vez de buscar objetivamente o gol de empate, passou a procurar um pênalti. Primeiro, Carlinhos se jogou em disputa com Carlos Cesar. Depois, Martinuccio caiu abraçado a Pierre. O juiz José Pierre Lima mandou seguir o jogo nos dois lances.
A melhor jogada trabalhada pelo Fluminense só surgiu aos 42, quando Lanzini entrou na área, driblou Leonardo Silva e cruzou bem. Com o goleiro batido, Rodrigo não conseguiu chegar para a finalização. Para piorar, três minutos depois, Daniel Carvalho levantou a bola na área e André se antecipou de cabeça: 2 a 0. Márcio Rosário, que acompanhou o atacante na jogada, reclamou dos companheiros.
- O Abel tinha avisado. Nossos dois zagueiros marcariam os zagueiros deles. Tive de abandonar o meu e não consegui chegar (em André). Não pode deixar os caras livres na bola aérea - comentou.
Galo se fecha mais e segura  o placar
Abel Braga decidiu voltar para o segundo tempo com Araújo no lugar de Rodrigo. Mas a primeira chance foi do Galo. Márcio Rosário, que reclamara no intervalo, deu motivo para ser alvo de lamentações. Praticamente ajeitou uma bola de cabeça para Daniel Carvalho puxar contra-ataque. O meia esticou para Mancini, que avançou sem marcação e chutou por cima do travessão.
A torcida tricolor, irritada, pedia Souza. Rafael Sobis errou um chute, Carlinhos furou uma dominada. Os gritos de incentivo viravam vaias. Aproveitando o clima, Daniel Carvalho arrancou pelo meio e rolou para André chutar de novo. Diego Cavalieri espalmou de forma esquisita para frente. O clima era favorável a Cuca.
Aos 15, Abel decidiu mudar de novo. Tirou Fernando Bob, muito vaiado, e colocou Souza. Cuca respondeu com Richarlyson no lugar de Mancini - que não gostou de sair, apesar de cansado. As mudanças mantiveram o panorama do jogo, com o Fluminense tentando pressionar, mas criando pouco. O time insistia em levantar bolas na área, mesmo sem seus melhores cabeceadores, diante de um adversário com dois zagueiros altos.
Na última tentativa de mudar o cenário, Abel colocou Ciro no lugar de Martinuccio. Para insistir nos contra-ataques, Cuca escalou Neto Berola na vaga de Fillipe Soutto. O time mineiro seguiu seguro, e Richarlyson ainda acertou uma bola no travessão.
Aos 38, Leandro Euzébio sofreu falta na entrada da área. O juiz marcou, mas expulsou o zagueiro por reclamação (pediu amarelo para o adversário). Souza cobrou a falta nas mãos de Renan. Com um a mais, o Atlético-MG desperdiçou duas boas chances de ampliar, mas teve calma suficiente para segurar a preciosa vitória na luta contra a queda.

AVAÍ BATE FOGÃO E RESPIRA


por Thiago Fernandes
Não era tênis, mas o placar foi digno de uma decisão de Grand Slam:  Avaí 3 x 2 Botafogo, com Gustavo Kuerten, Larri Passos e Thomaz Bellucci assistindo de camarote, na Ressacada. Sobraram chances de gol, belas defesas, golpe de caratê e polêmicas: gol de bicicleta do Avaí em impedimento e um pedido de pênalti de Daniel em Loco Abreu por parte dos cariocas, quando o Leão vencia por 2 a 1, no início do segundo tempo. O uruguaio, autor do primeiro gol, ainda discutiu com o árbitro Sandro Meira Ricci por conta de "cera" dos adversários. Renato fez o segundo do Bota, que teve Lucas expulso antes do terceiro gol do Avaí.
Do lado vencedor, ânimo renovado para a luta contra o rebaixamento à Série B em 2012. Robinho e Cleverson - de bicicleta - viraram o jogo na primeira etapa, e Robert fez o gol que levou o time à 18º colocação, com 29 pontos. No entanto, o Avaí ainda pode ser superado pelo Atlético-PR, que tem 28 e enfrenta o Ceará neste domingo.  Na 32ª rodada, a equipe catarinense encara o Corinthians, domingo, dia 30, em São Paulo.
Com 52, o Botafogo segue em terceiro, mas pode ser ultrapassado pelo Flamengo (51), que enfrenta o Santos neste domingo, no Rio de Janeiro. O time volta a campo pelo Brasileiro no próximo sábado, contra o Cruzeiro, no Engenhão. Na terça-feira, vai à Colômbia decidir a vaga nas quartas de final contra o Santa Fé.
Bicicleta dá vantagem ao Avaí
O Botafogo entrou em campo sabendo que dependia apenas de si para ser líder, mesmo que fosse provisoriamente. E partiu para cima para buscar o primeiro lugar. A postura pareceu assustar o Avaí, que deixou que o Glorioso tomasse conta do jogo. Com isso, não tardou que o time alvinegro tivesse motivos para comemorar. Em cobrança de escanteio, a zaga da equipe da casa rebateu nos pés de Renato, que havia cobrado a bola parada. Sem titubear, o volante pulou e cruzou na medida para Loco. O atacante ajeitou para Antônio Carlos, que foi desarmado. Mas a bola voltou para o uruguaio, que desta vez chutou e guardou. 1 a 0 Botafogo.
O gol silenciou a torcida do Avaí, mas acordou os jogadores do time em campo. E o Leão logo descobriu que o sistema defensivo do Botafogo não estava seguro. Pelas laterais, o time chegava fácil e ainda contava com a distração do miolo de zaga. Foi assim que o time da casa virou o jogo sete minutos após o gol alvinegro. Fernandinho fez bonita jogada pela esquerda e tocou para a pequena área. Livre, Robinho recebeu e mandou para o fundo do gol. Dois minutos depois, o ataque do Avaí trocou passes na defesa do Botafogo até que Junior Urso mandou pelo alto para Cleverson. Na pequena área, o jogador matou no peito e mandou uma bonita bicicleta, para delírio de Guga e Larri Passos que estavam no estádio e comemoraram muito os gols.
A partir daí, o Avaí passou a jogar mais tranqüilo e foi o Botafogo que ficou mais tenso. Fábio Ferreira quase entregou o terceiro gol ao tentar dominar a bola e deixar na medida para Robinho. Jefferson foi mais rápido e impediu o gol. Movido por Maicosuel, melhor em campo até então, o Botafogo voltou a dominar o jogo. E poderia ter empatado antes de ir para o intervalo, não fosse a má pontaria de Herrera. O atacante recebeu na cara do gol, mas chutou em cima do goleiro.

Polêmica e gols
O Botafogo voltou para o segundo tempo com uma nova escalação e uma nova postura. Elkeson entrou no lugar de Herrera e Léo substituiu Felipe Menezes. A intenção foi clara: liberar Maicosuel para atacar sem ter que voltar tanto. Deu certo. Os primeiros minutos foram de intensa pressão alvinegra. Em cobrança de escanteio, Fábio Ferreira ficou com o rebote, mas errou a cabeçada e perdeu chance de empate. Antônio Carlos quase devolveu a bicicleta depois de ficar com sobra de bola e arriscar a difícil jogada. A bola passou perto.
Com a mudança tática do Botafogo, o Avaí também resolveu mudar. Além de passar a jogar nos contra-ataques, começou a fazer a tradicional “cera”. O goleiro perdia o tempo que era possível quando tocava na bola. E os gandulas davam uma ajuda retardando o máximo possível a reposição de bola.
Com isso, não tardou a ter confusão. Quando o goleiro Felipe foi calmamente buscar uma bola atrás do gol, Loco correu para fazer com que a reposição fosse mais rápida. Os dois discutiram e o juiz foi pedir calma ao atacante. Mas ficou difícil o uruguaio ter calma quando foi puxado na área e o juiz não marcou pênalti para o Botafogo. Toda a raiva, entretanto, foi extravasada minutos depois. Cortês levantou na área para Loco, que ajeitou de cabeça para Renato fazer seu primeiro gol com a camisa alvinegra e deixar tudo igual. Na comemoração, o atacante vibrou muito.
O próprio Renato poderia ter colocado o Botafogo em vantagem depois de desarmar Leandrinho e partir livre para o ataque. Mas o chute saiu fraco e o goleiro pegou. A partir daí, foi uma sucessão de gols perdidos e defesas de Felipe. Maicosuel fez linda jogada e tocou para Loco na área. O atacante chutou, mas o goleiro defendeu. O Mago fez linda jogada, mas na hora de chutar foi travado. Depois de cobrança de escanteio, Fábio Ferreira cabeceou, Felipe defendeu e, no rebote, o goleiro voltou a pegar o chute de Marcelo Mattos.
Parecia que o gol da vitória do Botafogo sairia a qualquer momento. Até que Lucas fez falta dura e foi expulso com vermelho direto. No primeiro lance de ataque após a expulsão, o Avaí marcou. Lincoln aproveitou rebote de Jefferson e deu esperanças à torcida do Avaí de ainda poder sonhar com a permanência na Série A
 FONTE: GLOBO.COM