Douglas é o tipo de jogador que está sempre no limite e nos extremos. Quando atua bem, seu desempenho faz brilhar o olho do torcedor gremista com toques precisos, descobrindo companheiros em boas condições. Mas, se a fase não é boa, ele desaparece em campo e erra passes em quantidades generosas. É nesse ciclo de aplausos e vaias, erros e acertos, que o meia tem marcado sua passagem pelo Grêmio.
Se a situação não é boa, um dos primeiros a ver o dedo apontado em sua direção como a razão para os problemas é ele. Foi assim sempre quando os resultados deixaram a desejar. Dentro do campo, o camisa 10 ouviu muitos insultos, inúmeras vaias da torcida. Nada que o abalasse. O crescimento do Tricolor no Campeonato Brasileiro está diretamente ligado à melhora do meia nas suas atuações. Os momentos ruins não fazem parte da sua memória, nem mesmo há ressentimento pelas críticas.
"A torcida tem direito de falar o que quiser. Já fui chamado de tanta a coisa, um grito a mais um a menos não fará diferença. Não tenho mágoa de nada. Sou um cara muito tranquilo. Só não me agredindo para mim esta ótimo. Quando se ganha todo mundo é bom, todo mundo serve. Quando perde ninguém joga nada", comentou após a vitória por 1 a 0 sobre São Paulo, com um gol seu.
A fase do time gaúcho é a melhor desde que o Campeonato Brasileiro começou. O mesmo serve para Douglas, autor de cinco gols no Brasileirão, três deles nos últimos cinco jogos, sendo o artilheiro gremista no torneio ao lado de André Lima.
O pânico instaurado com a má campanha na primeira metade da competição passou. O rendimento em campo e os últimos resultados dão a oportunidade de objetivos maiores serem traçados.
"A fase cria a expectativa de chegar longe. Ainda falta muita coisa. Vamos devagarzinho, sem muita empolgação. Vamos tranquilos", explicou.
FONTE: GAZETA ESPORTIVA

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