sábado, outubro 22

AGORA ELE É O MELHOR

#PAN2011


A vitória de Thiago Pereira nos 200m costas proporcionou seu 11º título nos Jogos Pan-americanos, um recorde. Minutos depois, enquanto concedia entrevista, ele viu a equipe brasileira dos 4x100m medley vencer pela televisão da sala de coletivas. Satisfeito com a performance em Guadalajara, o nadador já mira a marca de 19 medalhas de Gustavo Borges.
"Era uma coisa que passava pela minha cabeça [ser o maior campeão em Pan-americanos], mas sabia que essa semana seria muito difícil. Ficou para o último dia e finalmente consegui. Sempre temos nossas metas pessoais, mas em Pan-americanos e Olimpíadas o Brasil está acima de tudo. Vamos ver se no Canadá [no Pan de Toronto-2015] consigo passar o Gustavo", disse Pereira nesta sexta-feira.
O também nadador Gustavo Borges conquistou um total de 19 medalhas no campeonato, oito de ouro. Com o final de sua participação no México, Thiago Pereira contabiliza 18 medalhas pan-americanas, 12 douradas. Nesta sexta-feira, ele superou o mesatenista Hugo Hoyama, dono de 10 títulos.
"Dou meus parabéns ao Hugo também. Ele vem mostrando o quanto é talentoso há anos, disputando e ganhando ouros. É um atleta de alto nível e o Brasil precisa disso. Quanto mais atletas de alto nível, melhor para o País, até porque isso motiva as crianças a começarem a praticar o esporte", afirmou.
Na edição dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro-2007, Pereira ganhou seis medalhas de ouro, número repetido em Guadalajara. No México, ele não subiu ao pódio para receber o prêmio nos revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley, já que nadou apenas as eliminatórias. Segundo o brasileiro, o sentimento é o mesmo.
"É claro que sim, ainda mais hoje, no revezamento 4x100m medley. Foi uma opção minha e da comissão técnica. Apesar de ter a meta pessoal de ganhar medalhas, estávamos com o objetivo de que o revezamento já garantisse uma vaga nas Olimpíadas de Londres para não termos que nos preocupar depois", disse Pereira, substituído por Guilherme Guido na decisão.
No final de sua maratona de oito provas em Guadalajara, a cerca de 1.500 metros de altitude, Pereira se disse surpreso. "Fiz o que pude em cada prova, me poupando quando podia e dando o máximo quando precisava. Acabei fechando com chave de ouro, já que há muito tempo não baixava de 1min58s nos 200m costas [fez 1min57s19, recorde pan-americano]. Não poderia ter sido melhor. Agora, temos que focar as Olimpíadas", encerrou.

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