#PAN2011
Aos 23 anos, Everton Lopes chegou a Guadalajara cheio de moral. Também pudera: há menos de 20 dias, ele se sagrou campeão mundial de boxe na categoria meio-médio ligeiro (até 64 kg). E o baiano não decepcionou em sua primeira luta nos Jogos Pan-Americanos, derrotando o dominicano Ricardo Garcia Tejeda por nocaute no segundo round.
Curiosamente, porém, há uma pessoa que não suporta ver Everton lutar:
- Minha mãe nunca assistiu uma luta minha nem pela TV. Mesmo depois, ela fica nervosa, pois acha que eu vou me machucar... Enfim, mãe é mãe.
A conquista obtida no Azerbaijão, porém, a fez ao menos aceitar a escolha do filho:
- Ela não gostava de boxe, mas agora está pegando gosto. Quando eu ganhei o título mundial, ela gritou, vibrou para caramba. A ansiedade foi tão grande que ela foi e voltou para São Paulo no mesmo dia só para me ver.
Everton se refere à rápida passagem de dois dias da seleção de boxe pelo país entre o Mundial do Azerbaijão e o Pan. No México, o brasileiro vai tentar sua segunda medalha na história da competição, já que foi prata na categoria leve (até 60 kg) no Rio de Janeiro-2007, uma abaixo da que compete atualmente. Confiante, ele entrou no ringue sorrindo e acenando para o público:
- Eu sempre fui assim, sempre fui alegre e gosto de entrar no ringue mostrando o que eu sou. Se eu tiver bem, vou conquistar o máximo e chegar e ser campeão mais uma vez. É o que eu gosto e é o que minha mente manda. Vou subir no ringue em busca desse ouro.
O próximo adversário do brasileiro em Guadalajara será Antonio Ortiz, de Porto Rico, que passou de bye pela primeira rodada:
- Sei que ele é um atleta bom, para quem eu já ganhei e já perdi. Tenho que pensar luta a luta para conseguir esse ouro que escapou em 2007.
Mesmo focado na disputa em Guadalajara, o brasileiro não esconde a ansiedade para reencontrar a mãe:
- Não vejo a hora de chegar a Salvador para abraçá-la. Minha mãe e meu pai são a minha vida.
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