domingo, outubro 16

FAMÍLIA CORUJA

#PAN2011


Se a estreia da seleção brasileira masculina de handebol estava morna, com uma vitória tranquila sobre o Canadá, um grupo de torcedores chamava a atenção nas arquibancadas: familiares do armador Zeba e do ponta Renato Tupan viajaram ao México especialmente para acompanhar o desempenho dos atletas. 

Vestidos com muito verde-amarelo e diversos adereços do Brasil, eles por diversas vezes foram o som mais ouvido no ginásio San Rafael. Entoavam, inclusive, um dos principais cantos da torcida mexicana: “Sí, se puede! Sí, se puede!”. 

Mãe de Zeba, Marcia Pacheco conta que sempre procura acompanhar o filho nas partidas: 

- Vou a todos os lugares do mundo faz tempo, pois ele está na seleção desde os tempos de cadete. O trabalho fica lá no Brasil. Um dos lugares que mais gostei foi Medellín (sede dos Jogos Sul-Americanos de 2010), mas o Pan do Rio também foi muito bom. 

Em quadra, os jogadores correspondem com o domínio no continente americano: desde Winnipeg-1999, o ouro no handebol masculino fica com o Brasil. Em 2007, a decisão contra a Argentina foi marcada por uma briga generalizada acompanhada de perto por dona Marcia: 

- Fiquei danada e acho que vai acontecer de novo (risos)porque eles (os argentinos) são desse jeito. Queria que a final fosse Brasil x México, pois estou adorando aqui, mas acho que vai ser Brasil x Argentina mesmo. 

A animação dos familiares, porém, contrasta com o sentimento que a maior parte deles tiveram quando seus pupilos optaram pelo handebol, um esporte que só há pouco tempo passou a contar com um maior suporte de patrocinadores. É o que conta Zeba: 

- Eles ficaram um pouco assustados quando eu disse que seria jogador de handebol, mas depois viram que é uma paixão minha e estou aqui até hoje. 

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